Commodities Insights 03: A alta dos preços dos Fertilizantes

Damke News

 

Resumo rápido:

Olá, pessoal!

Pedro Di Carmo, da equipe da Damke Consultoria e Treinamento, analisou o preço dos #fertilizantes para a safra 21/22, neste podcast. Vemos uma alta significativa de #preços para os fertilizantes mais comumente usados e de maior volume para as culturas anuais, em função da taxa de #câmbio R$/USD elevada, que pressiona o custo dos insumos #importados, e dos altos preços das #commodities, que aquecem o #agronegócio. Isso pressiona as margens dos produtores e torna ainda mais importante a prática de #hedge cambial e o uso correto de #derivativos.

Estamos falando de MAP, adubo fosfatado, custando 700 US$/tonelada para a safra 21/22, sendo que a média de preços era de 400US$/ton na safra passada. O Cloreto de potássio está custando 750 US$/ton, enquanto seu preço era em média 280 US$/ton. E não é diferente para ureia, um subproduto do petróleo, sobre o qual falaremos um pouco em breve neste canal.

Para entendermos se isso é caro ou barato, precisamos comparar “banana com banana”, colocar tudo na mesma base. Então, vamos considerar uma relação de troca, ou seja, quantas sacas de soja a um preço de R$ 160,00/saca um produtor precisa para conseguir comprar uma tonelada de cloreto de potássio? Ou seja, se o Cloreto de Potássio estiver US$ 800/ ton e o R$ 5,30/Dólar, estaríamos falando da tonelada a R$ 4.240,00, e com a soja a R$ 160,00 /saca. Isso significaria que, para cada uma tonelada de fertilizante comprado pelo produtor, ele precisaria de 26,5 sacas de soja.

Considerando esses preços, teríamos uma relação de troca para soja hoje de MAP a 26,5 sc/ton, sendo que, na safra 20/21, era de 16,8 sc/ton. Para o cloreto de potássio, hoje a relação de troca é de 27,41 sc/ton; na safra 20/21, era 11,93 sc/ton.

Mas por que as altas dos preços? Segundo o Itau BBA, no caso dos fosfatados, a possibilidade de alta dos preços é função da competição com a demanda dos EUA, que antecipou as compras para evitar a taxação sobre produtos russos e marroquinos.

Para os mercados potássicos, vemos as sanções políticas a Bielorrússia, que é o segundo maior produtor de potássio do mundo, sendo um fator de aumento de preços. Há uma forte escassez deste insumo no mercado.

Há expectativa de crescimento entre 6% e 7% no volume de entrega dos fertilizantes aos produtores, em função do aumento da área plantada por conta das boas margens das commodities. No curto prazo, é importante que a logística continue com boa fluidez, para que não haja atrasos na entrega, principalmente nos próximos meses, quando do plantio da safra de verão.

Acreditamos ser importante “ficar de olho” na questão da greve dos caminhoneiros e seus desdobramentos, pois os prazos de entrega de fertilizantes estão curtos e é preciso agilidade para manter as janelas ideais de plantio.

Pensando nisso, entendemos que os produtores são extremamente eficientes “da porteira para dentro”. Mas as questões comerciais precisam ser levadas em conta para garantir suas margens. Nesse sentido, é interessante que produtores de commodities usem ferramentas que os ajudem a garantir sua rentabilidade.

Ou seja, se os custos de operação são dolarizados e as receitas e os preços das commodities também, então, é necessário se proteger das variações de preços e garantir margens para um negócio sustentável. Há diversas opções de hedge (proteção) no mercado financeiro. Nesse sentido, é importante o produtor buscar aprendizado e alguém de confiança para lhe dar suporte, assim como a Damke Consultoria e Treinamento.

Muito obrigado por sua atenção e conte conosco para lhe apoiar na gestão de riscos financeiros de seu negócio agrícola!

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