A maioria das empresas não tem problema com derivativos. Tem problema com o que vem antes.

Damke News

Ao longo de anos de consultoria, um padrão se repete com frequência: empresas que operam derivativos sem ter clareza sobre o tamanho real da exposição que estão tentando proteger.

O efeito costuma ser o mesmo. O derivativo existe, mas a proteção não funciona como esperado.

Isso acontece porque hedge não começa pela escolha do instrumento — NDF, swap, futuro, opção. Começa pelo mapeamento. Sem entender o que está exposto, em qual prazo, em qual magnitude e com qual grau de correlação com o fator de risco, qualquer estrutura de hedge nasce com uma falha de origem.

Um tema que frequentemente gera dúvidas técnicas

Existe uma diferença técnica relevante entre Beta e Correlação no contexto de Proxy Hedge — e essa distinção tem impacto direto na quantidade correta de derivativo a ser contratada.

Proxy Hedge é uma abordagem necessária quando não existe um derivativo idêntico ao fator de risco a ser protegido.

Nesse caso, a modelagem estatística determina se o instrumento disponível é eficiente o suficiente para reduzir a volatilidade da exposição original, em que proporção e qual o nível de risco residual que permanece após a proteção.

Correlação e Beta medem aspectos diferentes do relacionamento entre dois ativos. Entender quando utilizar cada um deles é fundamental para dimensionar corretamente um Proxy Hedge.

Quando a exposição vira número

O VaR Paramétrico, por Simulação Histórica e por Monte Carlo são metodologias com aplicações distintas — e saber quando utilizar cada metodologia aumenta significativamente a capacidade de transformar uma métrica de risco em ferramenta de decisão.

O EBITDA at Risk transforma movimentos de mercado em impacto potencial sobre o resultado operacional da empresa. É a ponte entre o mundo dos derivativos e a linguagem que Conselhos e CEOs entendem.

O risco não está apenas na mesa da Tesouraria

Construir uma Política de Hedge envolve muito mais do que definir instrumentos e limites. Envolve alinhar Comercial, Compras, Controladoria, Financeiro e Tesouraria em torno de uma lógica comum de gestão de exposição.

Sem essa governança, cada área opera com sua própria percepção de risco — e o hedge corporativo vira uma colcha de retalhos.

A Damke Academy abriu inscrições para a Formação em Gestão de Riscos, Derivativos e Hedge, com a Profa. Berenice Damke — especialista com mais de 20 anos de experiência em hedge e derivativos, passagem por Safra, Rabobank e BI&P, Mestre em Finanças pela PUC/SP e professora do Insper desde 2015.

São 5 blocos temáticos, aulas ao vivo às segundas e quintas das 19h às 21h, gravações disponíveis por 90 dias no LMS Damke Academy e encerramento presencial em São Paulo em outubro de 2026.1

Para profissionais que já atuam com derivativos e desejam aprofundar os aspectos técnicos e sua aplicação em situações reais de negócio, o link está nos comentários.

Na Damke, acreditamos que a boa gestão de riscos começa muito antes da contratação de um derivativo. Ela começa na compreensão da exposição que cada empresa carrega.

 

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